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Cresce o interesse por estratégias naturais que favoreçam o comportamento, o desenvolvimento cognitivo e a saúde emocional de crianças e adolescentes - E a suplementação com ômega-3 (EPA e DHA) tem ganhado destaque, especialmente quando associada a benefícios para crianças com TDAH e outros transtornos comportamentais.
Estudos internacionais e nacionais apontam que entre 7% e 12,7% das crianças brasileiras podem apresentar algum transtorno mental. Mundialmente, estima-se que 1 em cada 4 a 5 crianças e adolescentes conviva com algum tipo de transtorno.
TDAH: prevalência média de 8,3%, podendo chegar a 17% em estudos brasileiros.
Ansiedade: estimada em 9%.
Depressão: de 0,4% a 3% em crianças, e até 5% em adolescentes.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos mais comuns na infância, caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade.
Uma meta-análise de 10 ensaios clínicos randomizados controlados, com 699 crianças, mostrou um efeito significativo, embora modesto, da suplementação de ômega-3 na melhora dos sintomas de TDAH (Bloch & Qawasmi, 2011). Quanto maior a dose de EPA, maior a eficácia observada.
Sinn (2010): 720 mg de EPA e 280 mg de DHA demonstraram bons resultados.
Bos et al. (2015): melhora nos sintomas de desatenção com 792 mg de EPA e 480 mg de DHA para crianças com TDAH.
Melhora cognitiva e comportamental com 1000 mg/dia de DHA.
Widenhorn-Müller et al. (2014): melhora da memória de trabalho com 600 mg de EPA e 120 mg de DHA.
Em um estudo com 200 crianças (8-16 anos), a suplementação com 1g/dia de ômega-3 por 6 meses resultou em redução significativa de comportamentos externalizantes (agressividade) e internalizantes (ansiedade), com efeitos mantidos mesmo após o término da intervenção (Raine et al., 2016). Pais também apresentaram melhora em seus próprios comportamentos antissociais, o que influenciou positivamente o comportamento dos filhos.
Diversos estudos indicam que a suplementação de DHA na gestação e lactação pode ter efeitos positivos duradouros no neurodesenvolvimento das crianças:
Ensaio DOMInO: melhor desempenho cognitivo geral aos 18 meses, atenção e controle inibitório aos 27 meses, e raciocínio perceptual aos 7 anos com suplementação materna de 800 mg/dia de DHA.
Estudo KUDOS: melhora na função executiva aos 24 e 30 meses com 600 mg/dia de DHA.
Estudo no México: desempenho superior em testes de atenção aos 5 anos com 400 mg/dia de DHA.
As doses nos estudos variaram de 120 mg a 2200 mg de DHA e de 100 mg a 1100 mg de EPA, sem uma dose exata padrão, mas com evidências sugerindo benefícios com doses superiores a 450 mg/dia.
Além dos efeitos nas crianças, os estudos apontam melhorias significativas na qualidade de vida das mães:
Redução do estresse e maior bem-estar emocional.
Melhora na qualidade da relação mãe-filho.
Diminuição de comportamentos desafiadores melhora a harmonia familiar.
Embora a suplementação com ômega-3 não substitua tratamentos convencionais para TDAH e outros transtornos, ela pode ser uma estratégia complementar segura e promissora, especialmente em casos em que há resistência ao uso de medicações.
Os estudos sugerem que doses adequadas de EPA e DHA (acima de 450 mg/dia) podem melhorar comportamento, cognição e qualidade de vida infantil, refletindo positivamente também nos pais.
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Sempre consulte um profissional da saúde antes de iniciar qualquer suplementação.
Referências Científicas:
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VAN DER WURFF, I. S. M.; MEYER, B. J.; DE GROOT, R. H. M. Effect of Omega-3 Long Chain Polyunsaturated Fatty Acids (n-3 LCPUFA) Supplementation on Cognition in Children and Adolescents: A Systematic Literature Review with a Focus on n-3 LCPUFA Blood Values and Dose of DHA and EPA. Nutrients, [S. l.], v. 12, n. 10, p. 3115, 2020. DOI: https://doi.org/10.3390/nu12103115
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